Uma operação conjunta entre as inteligências da Polícia Militar de Alagoas (PMAL) e da Polícia Militar de Sergipe (PMSE) resultou, na noite de segunda-feira (18), na prisão de uma mulher suspeita de aplicar uma série de golpes financeiros em diversos estados do Nordeste. A ação ocorreu no bairro da Jatiúca, em Maceió, quando a acusada estava dentro de um veículo de transporte por aplicativo.
Contra ela, já pesavam mais de 15 ocorrências registradas por vítimas de estelionato em diferentes modalidades. De acordo com as investigações, a suspeita utilizava informações falsas para obter dados pessoais de cidadãos, abrindo contas em bancos digitais e contratando empréstimos de forma fraudulenta, o que gerou prejuízos a dezenas de pessoas.
As apurações revelam que a acusada usava múltiplas estratégias criminosas. Em alguns casos, simulava relacionamentos amorosos e convencia supostos parceiros a repassar documentos pessoais, que depois eram usados em operações financeiras irregulares. Em outros, se apresentava como proprietária de imóveis, cobrando aluguéis adiantados de contratos inexistentes.
A mulher também chegou a trabalhar como correspondente bancária, oportunidade em que teria se aproveitado dos dados de clientes da empresa para contrair empréstimos em seus nomes. Os golpes, segundo a polícia, atingiram até familiares da própria acusada, que tiveram cartões de crédito utilizados de forma indevida.
O secretário de Estado da Segurança Pública, Flávio Saraiva, ressaltou que a operação representa mais um importante passo no combate aos crimes de estelionato, que têm se sofisticado com o uso de meios digitais e exigem respostas cada vez mais articuladas entre diferentes estados.
Mesmo no momento da captura, a mulher tentou enganar os militares apresentando nome falso, além de dados inverídicos da própria mãe e da data de nascimento. Em seguida, ela alegou estar grávida de dois meses e afirmou que passava mal, sendo levada a uma UPA. O exame realizado, no entanto, deu negativo, confirmando mais uma tentativa de fraude — expediente semelhante ao que já havia sido registrado contra ela em outro estado.
A farsa foi desmascarada e a acusada acabou conduzida para a Central de Flagrantes de Maceió. Além do cumprimento do mandado por estelionato (artigo 171 do Código Penal), ela também foi autuada em flagrante por falsidade ideológica, já que tentou ocultar sua identidade diante dos policiais.


